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Engajamento uma Ova!!!



Parece coisa do tipo “Teoria da Conspiração”, que está tudo combinado, tudo dominado, quando, de repente, sem mais nem menos, há uma verdadeira avalanche de determinada expressão nos meios de comunicação, com destaque para as Mídias Sociais. A “figurinha carimbada” da vez, da hora, que visualizamos como “selfie” nas Redes Sociais, que “viraliza”, que provoca “buzzz”, que torra a paciência, que enche o... Oops!!! Muita calma nessa hora...

Parece que estou exagerando, que estou – no coloquial – radicalizando, mas não estou. Aliás, vamos radicalizar no sentido formal e buscar a origem desta “figurinha carimbada”, que, acredito, o leitor já deve ter identificado: o Engajamento!!!

Segundo o Dicionário Online Michaelis, o verbo “engajar” tem origem na palavra francesa “engager” e tem os seguintes significados:

engajar 
en.ga.jar 
(fr engager) 

1 Contratar para serviço pessoal: Engajar colonos. Engajou-o como vaqueiro. O outro também engajou-se. Engajara-se como peão. 
2 Alistar (marinheiros). 
3 Aliciar para emigração. 
4 Alistar-se nas forças armadas. 
5 Empenhar-se num trabalho ou luta. 
6 Alinhar-se em ordem de ideia ou de ação coletiva”.

Lendo as acepções do termo “engajar” as primeiras perguntas que me vêm à cabeça são: - Em que sentido as pessoas estão usando o termo “engajamento” nos textos que publicam freneticamente? – Com qual motivação as Empresas esperam que os profissionais estejam engajados?

De pronto me vem a cabeça uma frase do Einstein que diz quase tudo sobre o que acredito nesses "movimentos verbais" que, ciclicamente povoam o mundo das comunicações corporativas. Lembro de alguns outros "movimentos"... Inteligência Emocional, Coaching, Liderança Servidora, etc, etc... Vamos à frase e voltamos a surfar a "onda" do Engajamento...

"Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal". [Albert Einstein]

Com a leitura de algumas dessas publicações, é possível afirmar que todas as acepções correspondem às expectativas. Numa “literatura motivacional” que situa o mundo corporativo e seus habitantes nos mais diversos ambientes, desde o “capa e espada” até o “faca na caveira”, Executivos e Empresas esperam que seus funcionários estejam seduzidos pela causa; focados nos resultados e alinhados com os valores de cada organização.

A tirinha dá uma ideia sobre a realidade do Engajamento na Teoria e na Prática.
No meio do caminho havia um Executivo, um CEO, um Líder... Há algum tempo li numa pesquisa que 71,0% das pessoas que deixam uma Empresa, deixam por causa do Chefe (da comunicação com o Chefe). Por outro lado 86,0% dos Chefes se acham ótimos comunicadores. Neste ponto o engajamento empaca na beira do abismo entre a Comunicação dos Executivos / Empresas e a realidade corporativa.

Segundo Carter e Underwood, em seu livro O Princípio da Significância, "a força motriz básica do comportamento humano é o desejo de ser aceito, compreendido, apreciado e reconhecido". Logo, se a empresa oferece bons salários, benefícios, bom ambiente, mas o líder não é um incentivador, ou seja, não reconhece e valoriza seus funcionários, alguma coisa fica comprometida. Assim como, se o líder for um bom ouvinte, agregador e focado no desenvolvimento, mas a empresa peca nos quesitos salários e benefícios, será difícil reter os colaboradores. O bom clima organizacional também é um fator essencial para o engajamento do empregado. É importante que a empresa esteja preocupada em cercar-se de todos os lados possíveis a fim de promover o engajamento. 

Deve-se ressaltar que, atualmente, as companhias exigem cada vez mais de seus funcionários, e isso pode gerar uma insatisfação, por sentir que nunca faz o suficiente pela empresa. Por outro lado, estes estão cada vez mais capacitados, bem informados, atualizados e também exigentes. A saída para as empresas conquistarem o comprometimento dos colaboradores tem sido uma adequação dos contratos de trabalho, ou seja, dar mais autonomia, flexibilidade, tratá-los com mais respeito e cuidado. Fazer com que se sintam únicos e essenciais à empresa. Vemos muito isso no mundo da alta tecnologia. Isto também pode gerar o engajamento tão desejado.

É o que Ulrich, Zenger e Smallwood chamam em seu livro Liderança Orientada para o Resultado de "customização de massa do contrato com o empregado". Também neste livro, os autores salientam que "o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa".

Portanto, instigar o engajamento ou a paixão dos empregados é um investimento, que pode ter um custo para a empresa, mas é sempre recompensador. Em outra pesquisa publicada pela Gallup em 2002, nos Estados Unidos, foi demonstrado que empregados engajados são mais produtivos. A pesquisa também comprova que eles são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer? 


Vital Sousa
integrum Consultoria

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