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Eu Quero Ser EU!


Como Facilitador e Palestrante procuro/espero, sempre, pela "pergunta perfeita": aquela que faz com que tudo faça sentido; que faz com que eu possa discorrer claramente sobre o tema do Evento, alcançando a eficácia total na transferência de conhecimento. Isto para nós é o objetivo fundamental de qualquer treinamento, mas estas perguntas são fatos raros, tão raros quanto as competências que favorecem/possibilitam a ocorrência dessas perguntas.

Em nossos eventos de qualificação buscamos a excelência através do desenvolvimento do trinômio (Atitude + Habilidades Interpessoais + Habilidades Técnicas); deixamos de lado o termo "Motivar" e focamos no "Despertar". Por isso quando despertamos algum participante para uma pergunta perfeita, alcançamos o Olimpo.

Na última ocorrência a pergunta perfeita veio em forma de constatação mais que perfeita. No meio de uma acalorada discussão sobre compromisso versus comprometimento, alguém disparou:

- Bem que me avisaram. Porquê nos seus treinamentos sempre acontece essa confusão?

Fez-se um silêncio sepulcral e todos ficaram estáticos, atentos à minha resposta. Não precisei de "amortecedor": fui direto ao ponto citando Dali, o Salvador...

- "É preciso provocar, sistematicamente, confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida"... Por isso que em nossos treinamentos é exatamente isso que fazemos: despertamos a criatividade das pessoas para que elas possam construir uma nova realidade no seu trabalho e na sua vida.

Fui ovacionado por alguns segundos, minutos talvez: eu estava parado no tempo. Recobrei a consciência com o pessoal de apoio avisando que o coffee break estava Ok! Não havia mais nada a fazer naquele momento: fui encher o bucho pois a minha autorrealização estava satisfeita.

Esta semana a pergunta veio em forma de Post em Redes Sociais com o Título de "As 10 competências mais raras entre profissionais brasileiros". Um texto falando sobre as competências mais raras e procuradas pelas Empresas no processo de seleção de seus colaboradores. Nem preciso dizer que o "Pensamento Crítico" e a "Criatividade" estavam no topo do ranking, mas direi e reforçarei minhas palavras com a opinião de quem tem como missão a "Seleção da Espécie". O texto refere-se a um estudo feito pela Consultoria de Educação Corporativa AfferoLab e traz dados mais aprofundados sobre os fatores que travam as contratações. De forma geral, a conclusão é que as habilidades mais importantes sob o ponto de vista dos empregadores também são as mais difíceis de achar. 

Vejam o Ranking, segundo o estudo, que ouviu empresas de diversos setores entre abril e maio de 2016:

Competência / Índice de Escassez (0-5)

Resolução de problemas complexos 4,03
Pensamento crítico 3,63
Atitude empreendedora 3,56
Criatividade 3,56
Habilidade para trabalhar com diferentes culturas 3,52
Habilidade para comunicação oral e escrita 3,48
Raciocínio lógico 3,39
Facilidade para se relacionar 3,34
Facilidade de aprender 3,28
Habilidades matemáticas e numéricas 3,08

“Pensamento Crítico” e “Atitude Empreendedora”, ficaram em 2º e 3º lugar entre as habilidades mais raras, talvez, em função das suas íntimas ligações com a atual situação econômica do pais e do mercado de trabalho.

Em momento de Crise é de suma importância a presença de pessoas com perfil analítico e capacidade de questionar verdades "absolutas" nas Equipes, para aumentar a eficiência dos processos. Pessoas empreendedoras ou autônomas, que conseguem andar com as próprias pernas e se viram bem com poucos recursos, também são muito necessárias e procuradas.

“Criatividade” apareceu empatada em 3º lugar com “atitude empreendedora”. Segundo o estudo da Affero Lab, o resultado pode refletir a dificuldade de assumir riscos num momento de crise econômica no Brasil. Afinal, num ambiente em que tudo está mudando, não é fácil adotar uma postura ousada e assumir os riscos de uma ideia inteiramente nova. Paradoxalmente, o apetite por inovação é maior do que nunca em boa parte das empresas. A principal conclusão do estudo para o profissional brasileiro é a necessidade de não se tornar um “sedentário” na carreira.

“As empresas estão cada vez mais exigentes na hora de contratar e exigem habilidades que poucas pessoas têm. Por isso, mais do que nunca, é importante investir em qualificação e nunca se acomodar”. O esforço compensa: em meio ao “apagão” de talentos, os poucos profissionais realmente bem preparados serão disputados a tapa pelos empregadores — com ou sem crise.

Para finalizar, quero revelar meu desejo de Ano Novo; quero fazer minha profissão de crença no ser humano. No Ano Novo "Eu quero ser Eu": quero continuar, sistematicamente, provocando confusão e despertando pessoas...

- Sigam-me os que forem confuseiros!


Vital Sousa
integrum Consultoria

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