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Mostrando postagens de Março, 2017

A Ilha

No mar do descaso; dos eufemismos conservacionistas; da flexibilidade ética; da diversidade estética, do politicamente correto, próximo ao continente, existe uma ilha: uma ilha de controvérsias e contradições. Escondida por trás de um denso nevoeiro, que esconde sua forma, seu relevo, sua fauna, flora e seus habitantes. Estes, contam as lendas, legítimos descendentes da Esfinge de Gizé, que, em sua homenagem, enfunam em sua bandeira multicolorida o lema: “Decifra-me ou te devoro”.

Aliás, a bandeira multicolorida – tremulando sobre o nevoeiro – é a única parte da ilha que podemos avistar ao longe, de todas as direções. Oscila como um convite ou como um aviso. Contam as lendas que seus habitantes dominam a arte do mimetismo e da transmutação, de tal forma, que todos afirmam, categoricamente, que não existe vida inteligente na ilha. Contam as lendas, que de lá nenhum ser vivente retornou para contar uma história real: sobre a ilha, tudo é lenda!

Preocupado com essa inexistência existente,…