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Eu, Macaco! (AP II)



Depois que Darwin publicou a sua teoria da evolução, a vida ficou mais simples: a clássica questão "de onde viemos, para onde vamos?" foi parcialmente solucionada: viemos do macaco e talvez, com sorte, viremos robôs, híbridos, com nossos cérebros preservados. Hoje tudo que vemos e pensamos está entre o Macaco e o Robô ou uma grotesca mistura dos dois. Convivemos com um mundo cada vez mais virtual e pessoas com comportamento de primatas. Séculos de evolução e cá me encontro querendo voltar para a selva ou para uma caverna, com receio de confirmar que a evolução está concentrada nas características negativas dos seres humanos. Os seres humanos estão evoluindo... Para pior?

Neste andar da carruagem a clássica questão é convertida para "O que/quem somos, para onde vamos?" Alguns, como eu desejo, já estão voltando para a selva, mas acredito que a selva não nos aceitará de volta. Viver em comunhão com a natureza não é mais possível: uma vez civilizado, para sempre civilizado. Não há, acredito, nenhum rincão que não esteja mapeado pelo Google Maps.

A natureza nos fez, nós estamos destruindo a natureza porque não aguentamos saber que viemos do Macaco. Nós somos seres inteligentes, criados à imagem do pai, mas este nos expulsou do paraíso. Ficamos órfãos e malcriados e a medida que evoluíamos, aprendemos a fazer, na maior parte do tempo, coisas ruins. Dizem que a pior praga sobre a terra é o ser humano. Então não acredito que a natureza queira viver em comunhão com os seres humanos! Seremos expulsos outra vez!

Evoluímos e nos separamos. A convivência, saber conviver em harmonia, é uma demanda estratégica para os seres humanos, para a preservação da nossa especie. Então o que fazemos com Kim Jong-un? Com o Temer? E com o vizinho que acaba de comprar o novo CD do Mr. Catra? É meus caros colegas de espécie, a coisa está ficando feia! Tomara eu consiga encontrar algum recanto de "sombra", longe dos satélites espiões onde eu possa andar pelado sem me preocupar com as picadas dos mosquitos.

Se conseguir, vou dar um jeito de enviar notícias para mais alguns "seres humanos" e convidá-los a formar um clube privativo, uma sociedade alternativa, um bundalelê geral, mas vou logo avisando: faço isso só para ter quem leia os livros que vou escrever.

Esse deveria ser um manifesto contra a hipocrisia e a música ruim nas festas de fim de ano, mas o texto ficou um tanto quanto pedante, preconceituoso e chaaaaaato!!! Bem, o texto evoluiu para este insight sobre o que seria as minhas férias se Tambaba fosse uma praia desconhecida. Como não é, vou me esconder no lugar mais calmo que eu consiga com meus livros, minhas músicas e minha Nega.

Pior seria se pior fosse...


Vital Sousa
Consultor de Marketing e Desenvolvimento Humano (EM GOZO DE FÉRIAS)

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